Como ninguém teve essa ideia antes? Ao longo do caminho, quando nos depararmos com as dificuldades e críticas, essa resposta ficará clara.
Pelo menos até onde minha pesquisa me levou, existem no Brasil hoje pouquíssimas iniciativas concretas de apoio ao advoga@ recém inserid@ na profissão. Encontrei Incubadoras bancadas por Universidades e uma rede de Coworking exclusiva para advogad@s.
Nenhuma das duas supre a necessidade de quem precisa, pois são distantes da realidade daquele que começa do zero. A Incubadora passa conhecimento teórico sobre outras áreas não jurídicas que são importantes para o@ advogad@ que quer empreender (administração, marketing, gestão de escritório, gestão financeira, organização da rotina do seu negócio, dentre outros temas), mas não insere o incubado no ambiente real da advocacia. O Coworking fornece a estrutura básica, mas a pessoa vai sentar na frente do computador e continuar sem saber o que fazer e nem por onde começar.
A OAB tem boa ideias e iniciativas, mas é muita gente e também não dá conta.
Não há nada por aí que una as duas coisas: incubação e coworking. Conhecimento e espaço. Prática real e um lugar para sentar, trabalhar, conhecer gente, viver a profissão.
Acontece que o mercado recebe cerca de 38.000 novos advogad@s no Brasil por ano ! Já somos mais de 1 milhão ! E a OAB estima que haja 3 milhões de bacharéis ainda retidos no Exame de Ordem.
E apesar da gigantesca oferta de advogados no mercado, as empresas e clientes pessoas físicas vivem reclamando dos profissionais. E na maioria das vezes, com muita razão. Não é à toa a imensa quantidade de piadinhas sobre advogad@s que se ouve por aí.
Alguns questionamentos que nos fazemos diariamente: quantos profissionais tem dinheiro para abrir o próprio escritório? Quantos acabam trabalhando de casa, de cafés, bibliotecas, por não ter onde trabalhar? Quantos acabam fazendo concurso por falta de opção e não por vocação? Quantos já estão empregados, aceitando trabalhos em escritórios similares à escravidão? Quantos querem, mas não arrumam emprego? Quantos efetivamente querem abrir o próprio escritório?
Por que fazer tudo sozinho?
Porque os outros advogados não tem o costume de cooperar. Se enxergam sempre como concorrentes, nunca como parceiros. Há uma visão simplista e imediatista da profissão e de suas missões de vida como operadores do direito.
Ouvi minha vida inteira que era diferente. Enxergo as pessoas a as situações de forma diferente da maioria. Por um tempo isso me incomodava e procurei ser igual a todo mundo. Depois dos 30, admiti finalmente que isso é bom. Aliás, ótimo !!!
Recentemente minha mãe encontrou um caderno de quando eu tinha sei lá, uns 6 anos, não sei, onde eu já escrevia “Camila Gonzalez Gullo — Coordenadora das Bricadeiras”.
E foi isso a vida toda, me metendo na organização de tudo: times, peças de teatro da escola (roteiro, direção, atuação), organização de viagens, associação atlética, festas, comitê disso, comissão daquilo…
Sempre fiz tudo com a maior dedicação e amor e esse projeto não será diferente.
Como toda boa start up, começamos sem dinheiro para colocar tudo em prática da noite pro dia, então dando um passo de cada vez, cuidando carinhosamente dos mínimos detalhes, chegaremos lá, assim como temos chegado até então.
Me junto com outros diferentões e vamos tocando o barco espalhando nossos valores e confirmando nossos propósitos.
Vamos colocar em prática a advocacia colaborativa e empoderar @s advogad@s e @s clientes.
Vamos gerar oportunidades através da conexão sincera entre pessoas interessadas em aprender e compartilhar o que já sabem.
Vem aí um mergulho na advocacia real como você nunca viu.
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